Não há muito segredo sobre a causa da demissão de Paulo Henrique Amorim, do PIG do PT: o homem contrariou os interesses do oligopólio em germe, que ele mesmo chama de “BrOi” — junção de Brasil Telecom e Oi!. Diria que se trata de uma divisão entre os ideólogos do partido burguês dos trabalhadores, que alia rentismo com assistencialismo. José Dirceu presta consultoria aos interessados na reversão da lei (entre eles, o segundo homem mais rico do mundo, até março de 2008 pelo menos), que está prestes a ser analisado pelo palhaço do planalto. Segue, sobre o assunto, “O último post” de Mino Carta:
Meu blog no iG acaba com este post. Solidarizo-me com Paulo Henrique Amorim por razões que transcendem a nossa amizade de 41 anos. O abrupto rompimento do contrato que ligava o jornalista ao portal ecoa situações inaceitáveis que tanto Paulo Henrique quanto eu conhecemos de sobejo, de sorte a lhes entender os motivos em um piscar de olhos. Não me permitirei conjecturas em relação ao poder mais alto que se alevanta e exige o afastamento. O leque das possibilidades não é, porém, muito amplo. Basta averiguar quais foram os alvos das críticas negativas de Paulo Henrique neste tempo de Conversa Afiada.
É provável que Paulo Henrique Amorim já tivesse recebido seu aviso prévio de Caio Túlio Costa há algum tempo, pois diz Amorim em seu novo blog: “O iG [digo eu: Brasil Telecom] se limitou a enviar uma notificação assinada por Caio Túlio Costa, para avisar que o contrato se rescindia de acordo com clausula [sic] que previa um aviso prévio”; outro trecho interessante do último post de Amorim é aquele em que ele diz que Daniel Dantas deveria estar na cadeia e que “Carlos Jereissati e Sérgio Andrade vão ficar com a ‘BrOi’ sem botar um tusta”. Pois é, assim Luís Favre — ex de Marília Andrade, petista histórica, prima de Sérgio Andrade — pode ficar triste com Amorim.