Quem Sou Eu?

Adriano Martinho Correia da Silva, nascido em São Caetano do Sul (São Paulo), em 31 de março de 1987, é estudante de filosofia (turma de 2006, FFLCH-USP), professor de inglês e alguém que gosta de tipografia. Escreve, ouve pós-roque (Walkmen) e música clássica (Debussy), e também pesquisa os limites do realismo aristotélico. Está praticamente gargalhando na foto acima, da qual se infere que não é uma pessoa que considere capital a questão capilar. Dizem que tem uma testa de mártir, ao que digo que é melhor do que ter uma de ferro, seja de quaisquer instituições a que possamos estar nos referindo.

Considera a ditadura de 1964 uma grande piada, ao passo que nasceu no mesmo dia em que Descartes. Uma grande piada, dizia, tão ridícula quanto a retórica da esquerda que faz crer que eram todos mocinhos democráticos os bandidinhos que pegaram em armas na época — comunas ou, digo eu, milicos. Hoje claro está que o golpe, revolução e contra-revolução de 1964 nada mais foi que a aurora dos que governam o país desde 1995.

Mas, no fundo, em algumas décadas estaremos todos mortos e nada disso terá grande importância, quando as águas glaciais derretidas inundarão o mundo, como nos grandes cataclismas cíclicos de Aristóteles, que não era Noé algum. Disse mortos? Mortos e molhados.

Palatando © Adriano Correia